Dayananda Saraswati



Autoconhecimento

Ser livre significa que eu devo ver a mim mesmo como seguro e estar satisfeito comigo mesmo, como eu sou. Somente assim eu serei livre. Se eu estou seguro e satisfeito comigo mesmo, todas as outras buscas tornam-se secundárias porque eu não necessito de segurança ou mudanças de situação para estar seguro e em paz comigo mesmo na situação na qual me encontro.

Dayananda Saraswati

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A Busca Humana

Qualquer coisa que dê a você qualquer tipo de segurança - emocional, econômica ou social - é chamado de artha em Sânscrito. Segurança pode estar na forma de dinheiro, relacionamentos, um lar, reconhecimento, influência, ou poder de qualquer tipo. Tais realizações apóiam o ego e, portanto fornecem alguma segurança para o ego. Embora pessoas procurem várias formas de segurança em tempos diferentes, a busca de segurança é comum a todos.

Buscar prazer é uma outra busca, chamada de kama em Sânscrito. Qualquer coisa que satisfaça seus sentidos, agrade sua mente, toque seu coração e evoque em você uma certa apreciação é kama. Qualquer forma de prazer que você obtenha do seu lar ou relacionamento, por exemplo, é kama. Música e viagens também são kama e não artha, porque buscando-as você está buscando prazer e não segurança. Você não vai ao Havaí ou às Bahamas para buscar segurança. De fato, você perde alguma segurança, em forma de dinheiro, quando você vai a esses lugares.

Há uma terceira busca, dharma, que não é nem artha, segurança, nem kama, prazer. Em Sânscrito, dharma é uma palavra com muitos significados. Aqui, ela se refere a um sentido de harmonia, à satisfação vinda de ações altruístas como compartilhar ou ajudar outras pessoas. A busca do dharma é diferente da de artha e kama, porque você normalmente não ajuda outros para obter segurança ou prazer. Quando você encontra alguém precisando de ajuda e você pode aliviar seu desconforto, você se sente feliz. A alegria que você experimenta não é igual ao prazer que você experimenta indo ao Havaí ou a um concerto.

Um médico, que não trabalha apenas por ganhos financeiros, experimenta este tipo de prazer. Fazer trabalho de caridade tem um resultado similar. Aqueles que estão aptos a descobrir alegria neste tipo de serviço fazem isso, eu diria, por causa de uma certa maturidade e entendimento da parte deles.

Indo atrás de certas seguranças, eu não estou buscando as seguranças por elas mesmas. Eu estou procurando libertar-me de ser inseguro. Da mesma forma, quando procuro prazeres isso revela que eu estou agitado e não satisfeito comigo mesmo. Eu tenho que fazer alguma coisa para achar prazer, o que significa que eu quero ser livre do sentimento de insatisfação comigo mesmo.

Se eu estou sempre procurando segurança e prazer, quando eu serei capaz de dizer "Eu consegui!"? Somente quando eu me vejo como uma pessoa segura e satisfeita. Quando eu não mais sinto a necessidade de procurar prazer e segurança, então eu posso dizer que sou livre.

Apenas o Conhecimento Liberta

O conhecimento funciona porque você já é liberado. O seu ser é Brahman - ele já é livre - e nunca esteve confinado. Neste mesmo momento ele não está confinado! Na hora do ensinamento, ele não está confinado, antes desse momento ele não estava confinado, tampouco pode ele ser confinado depois. Ele está sempre livre, é eternamente livre, portanto é tão somente uma questão de reconhecer que o ser é livre. A única sadhana é bodha, conhecimento, sabedoria.

Mas se o atma é "como se fosse" limitado, então ele não é realmente limitado. No seu ponto de vista, atma é limitado - na visão da sruti, upanisads, ele não é absolutamente limitado. Assim, temos dois pontos de vista: a visão da sruti é de que o "Eu" não é limitado de modo nenhum: não existe nenhum confinamento; mas porque existe uma sensação de limitação é que existe uma luta da parte do indivíduo para se livrar dessa limitação.

Como será que posso me tornar ilimitado? Você não pode se tornar ilimitado; você é ilimitado. É devido tão somente à ignorância que o atma parece ser limitado. Portanto, tudo o que você tem a fazer é eliminar essa ignorância. Uma vez que o problema é a ignorância, toda a sadhana é apenas remover essa ignorância e nada vai remover a ignorância a não ser o conhecimento. Nenhuma forma de ação irá remover a ignorância, pois a ação, não sendo oposto de ignorância, não pode eliminá-la.

Não se pode dizer que a escuridão não existe; até que chegue a luz, ela existe. Algo que não existente não pode criar problemas; somente algo que existe pode criar problemas. A ignorância do Ser é algo que existe, cria problemas, cria erro e cria uma sensação de limitação.

Somente conhecimento é capaz de remover a ignorância do Ser. O fato de que sou saccidananda, existência, conhecimento, plenitude, não vai eliminar a ignorância. Mas o conhecimento de que eu sou saccidananda elimina a ignorância. A noção de que eu sou um agente limitado da ação é negada pelo conhecimento de que eu sou ilimitado, que atma é sempre existente, sempre efulgente, sempre pleno, e é esse conhecimento, o qual se dá no intelecto, que remove a ignorância. Portanto, o conhecimento de minha ilimitação remove a noção de que eu sou um agente limitado.

A ignorância não tem princípio - até que o conhecimento ocorra, a ignorância é soberana. Até mesmo uma escuridão que tenha existido em uma caverna por milhares de anos desaparece instantaneamente ao entrar a luz! Da mesma forma, tudo o que é preciso para remover a ignorância que não tem início é conhecimento - agora.

Não existe nenhuma ação que possa remover ignorância, somente pramana vicara, o questionamento discriminativo com o auxílio das upanisads produz o conhecimento que pode eliminar a ignorância. Essa vicara assume a forma de sravana, ouvir o ensinamento; manana, refletir sobre o ensinamento; e nididhyasana, contemplação. Entretanto, vicara requer uma mente preparada, porque a mente é o local onde o conhecimento tem que ocorrer. Essa mente pode ser fortalecida a fim de receber esse conhecimento, motivo pelo qual você precisa de sadhanas secundárias, e é aí que entram karma yoga, meditação, oração, etc. Através da ação, você adquire uma mente preparada - através do conhecimento você ganha moksa. Sem conhecimento não há liberação.

O sol é autoevidente, não necessitando nenhuma lanterna ou qualquer outra luz para se revelar a seus olhos. De forma similar, o ser é autorevelante, não necessitando qualquer outra luz para se revelar. Uma nuvem pode encobrir a resplandecência do sol, mas não a existência do sol. Do mesmo modo, a ignorância pode encobrir o fato de que "eu sou ilimitado", mas não pode ocultar que "eu sou, eu existo". Da mesma forma como a nuvem, que parece encobrir o sol, só pode ser vista por intermédio da própria luz do sol que ela encobre, assim também o senso de limitação e aparente diversidade na criação é conhecido apenas pela consciência ilimitada que é o ser. Assim como o sol brilha em sua própria luz quando a nuvem se vai, o ser brilha como único, não-dual quando a ignorância é removida.

Autoconhecimento

Através das várias experiências que temos em nossa vida, alcançamos uma maturidade para reflexão. Este é o grande momento, quando não somente vivemos em busca de confortos e prazeres, mas também analisamos o que desejamos com nossas aquisições. O mero acúmulo de objetos não produz felicidade. A insatisfação da mente não se resolve, satisfazendo todos os desejos.

O homem possui a grandeza de ser consciente de si mesmo. Porém o eu, do qual está consciente, não lhe parece completo, nem adequado. Infelizmente ele se sente um ser inadequado e incompleto. E este ser incompleto, o único conhecido, cria o constante desejo de ser diferente, através de mudanças na vida.

Ao analisarmos, percebemos a teia das fantasias e dos erros de interpretação e julgamento na qual estamos emaranhados. O questionamento, a compreensão e a aceitação do mundo como ele é e o processo de eliminar os conflitos que nascem dessa ilusão são necessários para atingirmos uma mente clara e tranquila.

Esta mente clara e tranquila é o que sempre estivemos procurando.

A descoberta deste ser completo, adequado em si mesmo, que não depende de situações para ser feliz, é o objetivo de Vedanta.

Descobrir que existe uma busca fundamental por detrás dos vários desejos é a maturidade espiritual. É o despertar para o objetivo maior da vida, o conhecimento do ser pleno que sou eu.

Perguntas e Respostas

Em um silente momento de contemplação, quando eu me dirijo à luz da Consciência, despojado de todos os objetos, incluídos meu próprio corpo, sentimentos, pensamentos, eu diviso a mim mesmo. Neste momento como estamos, nós vivemos sem conhecimento de quem somos - ébrios, tolos ou lunáticos fugidos de algum asilo. Em nossa presente condição jamais podemos manter um relacionamento apropriado com os seres e objetos do mundo. Cada um de nós está condicionado por suas concepções anteriores, seguindo pela vida afora atrás de falsas esperanças, loucas ambições e ideias fúteis e inúteis. Chega disso! Busque e conheça quem você é. Eu sou indescritível. Eu não caio em nenhuma categoria. Eu sou você - você mesmo em sua pureza. Portanto onde você é puro, você é Chinmaya. Em sua confusão você me chama "mestre" ou "santo", mas eu sou tão somente você mesmo, redimido de suas próprias confusões.

Se aquele que conhece não é consciente de si mesmo, se a sua razão de ser na vida não é conhecida, então sua vida não é significativa. Se não conheço a mim mesmo, qual o valor das metas alcançadas? Eu tenho apenas uma mente imatura. Eu posso conduzir meus relacionamentos, mas serei sempre uma pessoa confusa, confundindo a todos os demais. Se eu estou confuso, não tenho como realizar qualquer integração na sociedade.

Pela sua própria natureza, não há escolha quanto ao conhecimento do Ser, pois o Ser sou eu mesmo. Não é existente e nem não-existente, nem o conhecido, nem o que não é conhecido. Estes opostos são objetos de conhecimento do sujeito, o Ser. Nem existe nada além do Ser, para que eu escolha o Ser dentre "outras" coisas. Entre os "conhecidos" há alguma escolha. Quanto ao conhecimento do Ser que é ambos, quem conhece e o que é conhecido, não há escolha.

Não há nada de intelectual no conhecimento do Ser, eu lhe garanto! Intelectual é o que é chamado de inferencial ou especulativo. Nós precisamos definir bem os nossos termos. Quando você diz "intelectual", você se refere a alguma coisa à qual você chegou por inferência. Você não pode ser inferido. Você é Atma (o conteúdo da primeira pessoa do singular, eu) - já existente. Não há nada de inferencial nisto, quer você se veja como é realmente, quer você tome a você mesmo como sendo outro, diferente do que você é realmente. Em ambos os casos o conhecimento é imediato - aparoksa. Vedanta não fica teorizando sobre quem você é. Ele diz que você é aquele. Você pode ver o significado da sentença? Quando você vê, não há nada de inferencial nisso, não é intelectual - é conhecimento direto.

O Sucesso

Existem gostos e aversões na mente de todas as pessoas. Eles são o desejo de adquirir e manter o que é prazeroso, e de se livrar ou evitar o que é desagradável. Se você quer ter êxito na satisfação de todos os seus gostos e aversões, você será um fracasso. Desejos não satisfeitos não vão deixar você ficar em paz consigo mesmo. Se você está em paz consigo mesmo, se você se sente confortável e "em casa" com você mesmo, aí, sim, você é uma pessoa bem sucedida. Você não precisa satisfazer todos os seus gostos e aversões. Basta aprender a administrá-los para poder desfrutar do mesmo bem-estar.

Na Gita, Krsna não ensina o que se deve fazer e o que não se deve fazer. Ele diz: "Com relação à ação, você tem uma escolha". Você tem ambições e algumas delas você pode escolher satisfazer através da ação. O problema não está em satisfazer os desejos ou em ter ambições. É natural que se espere os resultados. Se ambições não satisfeitas fazem com que você fique triste, frustrado e perca a objetividade, aí, sim, você está sendo um fracasso. Porém, se você pode aceitar o resultado, qualquer que ele seja, você é uma pessoa bem sucedida; você pode até se permitir ter mais algumas ambições.

A pessoa que pode gerenciar seus desejos é bem sucedida na vida, mas a pessoa que deixa os desejos gerenciarem sua vida apenas luta para ser bem sucedida.

Uma Introdução ao Estudo das Upanishads

Onde há unidade, não há luta. Todo o problema de lutar contra os outros é devido à minha visão do mundo como algo totalmente diferente daquilo que eu sou. As Upaniñads afirmam que isto é devido ao fato de você pensar que existem muitos atmas, mas há apenas um atma, não apenas com referência a indivíduos e seres vivos, mas até mesmo com referência ao mundo que você considera como sendo diferente de você. O mundo também não está separado de você. A assim chamada "separação" não é intrinsecamente verdadeira.

É um fato que atma é um, não-dual e que não há nada separado de você. Você é a totalidade que existe. Você pensa ser uma parte infinitesimal e não gosta nada disso. Mas as Upaniñads dizem "Você é pürëaù, o todo". O fato de que você é o todo é comunicável. Não fosse comunicável, não seria conhecimento. Tornar-se-ia algo subjetivo.

Vedanta comprometido com esta visão da unidade do Ser revela este fato através de palavras próprias para comunicar e, assim, remover a causa para a insatisfação consigo mesmo. Este é o problema básico. Nós desejamos satisfazer o Ser insatisfeito e pensamos: "Eu estou insatisfeito porque não tenho isso, não tenho aquilo". São desvarios. O "eu" é uma entidade que é completa e ilimitada. Na verdade não há outra entidade. Somente há uma entidade e ela é você. Como isto pode ser egoísta? Ser egoísta é reconhecer um outro ser. A beleza aqui é que o Ser é o todo e essa totalidade é aplicável a todos.

Na visão de Vedanta, não há uma segunda entidade. O Ser é o todo e portanto não há qualquer razão de insatisfação. Insatisfação é o anartha. Anartha significa aquilo que eu não quero. Ninguém quer insatisfação, mas ela é universal, nascida da ignorância. O autoconhecimento é oposto àquela ignorância e Vedanta existe para lhe dar este conhecimento.

O Significado da Adoração

Um arthartin é aquele que vai em busca de objetos e situações, considerando-os a fonte de segurança. Achando que seu esforço e planejamento talvez não sejam suficientes para obter o sucesso, ele reza para que o Senhor se torne seu sócio no negócio. Um arta, que é uma pessoa totalmente desamparada, volta-se para o culto para alívio de suas aflições. Um jnanin é aquele que considera que o individual não é diferente do total, e está em condições de manter este conhecimento, apesar de lidar com o mundo dual e dos problemas que enfrenta. Devido a essa unidade da visão, um sábio não pode afastar-se do Senhor. Qualquer coisa que faça é adoração do Senhor, porque ele sabe que todas as ações nada mais são do que o Senhor. Ele é, por definição, incapaz de se confundir a esse respeito.

Assim, jijnasu, arthartin e arta - todos são efetivamente abençoados porque estão em condições de eliminar o sentimento impulsivo de que "Deus é responsável por meus problemas" e voltam-se para Deus, como auxílio na obtenção do que buscam. Um jnanin, devido ao seu conhecimento, não faz mais do que adorar por meio de cada ação. Por isto Krsna diz: "Todos são nobres, mas o sábio (jnanin) eu o considero de fato como Eu mesmo" (Bhagavadgita VII:18). Esses quatro tipos que buscam o Senhor representam a variedade de razões para a adoração.

Ilimitado surgiu num estágio posterior da evolução do ritual. Se alguém considera que o Ilimitado inclui todas as formas e é ele mesmo sem-formas, então não existe uma forma que possa ser tida como superior para representá-lo. Por causa desta compreensão, nos templos das épocas antigas e até hoje nas casas de pessoas tradicionais, no Sul da Índia, o objeto do culto é uma "forma sem-forma", como uma sivalinga, uma pedra elipsoidal, cujo aspecto indiferenciado representa Siva, o Senhor que é todas as formas. Visnu é invocado numa salagrama, uma pedra em que há uma única cavidade natural. Adoradores de Surya, o sol, usam como símbolo um vidro de cristal natural. Ganesa é representado por uma pedra vermelha, naturalmente moldada de uma forma determinada. Para os adoradores de Sakti, o Senhor em forma de deusa, é usada uma pedra com pequenas incrustações em ouro.

É o Senhor, que a sua mente superimpôs nesse objeto, que você venera, e essa adoração beneficia apenas você mesmo.

Olhar Para Si Próprio

O ser humano é realmente bom? Para sua satisfação o indivíduo pode ter passado por um bom homem. Todo criminoso, até que seja descoberto, faz a mesma coisa e, mesmo depois da prisão, tenta provar a existência de circunstâncias que o compeliram ao crime. E ainda continua a se esforçar para ser um bom homem. Mas, então, ele é bom?

Se um homem é bom, não deve haver esforço de sua parte para ser bom. Uma vida boa é espontânea para ele. É neste ponto que ele deve parar para olhar para si mesmo.

Bom, genial, homem respeitável, qualquer que seja seu caráter interior, ele precisa submetê-lo à consideração do mundo. Se ele atribui tão grande importância a uma vida boa e honesta, não é importante que tenha um olhar para dentro e descubra, para si mesmo, o que ele realmente é?

A questão "sou tão bom quanto gostaria de parecer" coloca-o num estado de espírito diferente. Ele agora começa uma vida verdadeira. Ele despertou! Desperto ele está para sua vida, até aqui superficial, mecânica e muitas vezes hipócrita.

Um detalhado olhar para dentro, sem arrependimento ou autopiedade, lhe oferece uma plataforma dentro de si mesmo, através da qual ele olha para o que ele mesmo tem sido. Com isto a velha plataforma de operação é abandonada e também tudo o que foi necessário para criar a vida superficial e falsa.

Ninguém é sincero com os outros se não for consigo mesmo. Porque tentar ser sincero, sem primeiro sê-lo interiormente? Olhe para si mesmo, por favor, é aí que começa a sinceridade, pois até para olhar para si mesmo precisa-se ser verdadeiro.

Podemos descobrir que não temos sido sinceros. O que importa? O reconhecimento de termos sido falsos é necessário para sermos verdadeiros. No reconhecimento de termos sido falsos está o começo da vida sincera.

Portanto, não há razão para lamentação nem para condenar a si próprio. O reconhecimento de que somos falsos é para sermos sinceros com nós mesmos. Neste instante nos tornamos sinceros. Isto não requer nenhum conhecimento de nossa parte nem requer algum apoio externo. Somente um deliberado "olhar para si mesmo" o mudará, o transformará. Isto é possível, não é mesmo?

Como Silenciar os Pensamentos?

O que você quer: silêncio ou conhecimento? Para que você quer o silêncio? Por quanto tempo você quer esse silêncio? Você acha que ele irá resolver seus problemas? Saiba que, no melhor dos casos, você os deixa para mais tarde. Quando você dorme, aliás, os pensamentos estão em silêncio, mas os problemas não são resolvidos.

O que resolve mesmo todas as questões, o sofrimento, as dúvidas, a tristeza e demais emoções destrutivas, é o autoconhecimento, é compreender quem você é. Nada mais. Todos os pensamentos estão centrados no ego. A mente é a voz do ego. A mente é o material do ego pensando, duvidando, desejando ou rejeitando.

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Maior é o que está em vós do que o que está no mundo (I João 4:4)