Hazrat Inayat Khan




Falsa Identidade

Quando a alma segue adiante no caminho do conhecimento ela começa a descobrir: “Sim, há algo que sente a si mesmo, que sente a inclinação de chamar a si mesmo de ‘eu’”. Existe um sentimento de “eu” (I'ness), mas ao mesmo tempo tudo aquilo com o que a alma se identifica não é ela mesma. No dia em que essa ideia brota no coração de um homem ele iniciou sua jornada no caminho da verdade. Então a análise começa, e ele começa a descobrir...

Hazrat Inayat Khan

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Para que os olhos vejam a si mesmos é necessário fazer um espelho para ver o reflexo dos olhos, também para fazer esse ser real manifestar-se, este corpo e mente foram feitos como um espelho: para que nesse espelho esse ser real possa ver a si mesmo e realizar seu ser independente. O que temos que alcançar através do caminho da iniciação, através do caminho da meditação, através do conhecimento espiritual é realizá-lo ao nos tornarmos um espelho perfeito.

Lemos no décimo pensamento Sufi que a perfeição é alcançada através da aniquilação do ego. O falso ego é aquilo que não pertence ao ego real, e aquilo que esse ego erroneamente concebeu ser o seu próprio ser. Quando isso é separado ao se analisar a vida melhor, então o falso ego é aniquilado. A pessoa não precisa morrer para isso.

A Linguagem Cósmica - O Ego - (Continuação)

Não é fácil para o ser real recusar a mente e o corpo, quando uma pessoa não pode recusar durante a vida seus pensamentos de depressão, tristeza e desapontamento. As impressões das felicidades e das tristezas no passado que a pessoa mantém em seu coração: preconceito e ódio, amor e devoção, tudo o que tenha ido fundo nela mesma. Se esse é o caso, nem mesmo a morte pode levá-las embora. Se o ego mantém sua prisão em torno de si, ele leva essa prisão com ele, e existe apenas uma maneira dele ser livrado disso, e é através do autoconhecimento.

Frequentemente as pessoas ficam assustadas ao lerem livros Budistas, quando a interpretação do Nirvana é dada como aniquilação. Ninguém quer ser aniquilado, e as pessoas ficam muito assustadas quando lêem "aniquilação". Mas é só uma questão de palavras. A mesma palavra em Sânscrito é uma linda palavra: mukti. Os Sufis chamam-na de fana. Se traduzirmos para o Inglês é aniquilação, mas quando entendemos seu significado real, quer dizer "passar" ou "atravessar". Atravessar o que? Atravessar a falsa concepção, que é uma primeira necessidade, e chegar na verdadeira realização.

A Eterna Música

É devido a nossa limitação que não podemos ver todo o ser de Deus, mas tudo o que amamos na cor, na linha e na forma, ou na personalidade - tudo que é amado por nós - pertence à beleza real que é o Amado de tudo.

Quando tentamos descobrir o que nos atrai nesta beleza que vemos em todas as formas, descobrimos que é o movimento da beleza: a música. Todas as formas da natureza, as flores tão perfeitamente formadas e coloridas, os planetas e as estrelas, a terra - todos dão a ideia de harmonia, de música.

Por exemplo, se estudarmos a nós mesmos perceberemos que as batidas do pulso e do coração, a inalação e a exalação da respiração, são todos trabalho do ritmo. A vida depende do funcionamento rítmico do mecanismo inteiro do corpo. A respiração manifestada como a voz, como a palavra, como o som. O som é continuamente audível, o som fora e o som dentro de nós: isso é música. Isso mostra que há uma música fora e dentro de nós. A música inspira não somente a alma do grande músico, mas cada criança, no instante que vem ao mundo, começa a mover seus pequenos braços e pernas com o ritmo da música.

Introdução





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Maior é o que está em vós do que o que está no mundo (I João 4:4)