Advaita





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Não Dualidade

Mesmo buscando a Deus, ainda que tateando [no escuro devido nossa ignorância], O podemos achar. Pois Ele não está longe de cada um de nós; porque nEle vivemos, nos movemos e existimos. (Atos 17,27-28)

Estes dois versículos bíblicos exemplificam bem a Onipresença. Eu acrescentei os colchetes para facilitar a compreensão.


Advaita é o ensinamento da não dualidade, o qual está se tornando conhecido através dos ensinamentos espirituais de Ramana Maharshi, Nisargadatta, J. Krishnamurti, Joel S. Goldsmith, Gangaji, Isaac Shapiro, Eckhart Tolle, Mooji, entre outros. Embora Jesus também houvesse falado sobre a mesma Verdade, porém não foi devidamente compreendido. Exemplo:


Primeira mensagem de Jesus (humano)

Observe no Novo Testamento que as primeiras palavras de Jesus foram: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo...” (Marcos 1,14-15). Ou seja, o Reino de Deus é algo íntimo, perto, aqui e agora.

Já naquela época, as religiões moralistas pregavam como ainda hoje, que o Reino de Deus estava distante de nós, no futuro. Por isso Jesus disse primeiro: “O tempo está cumprido”. Isso significa entre outras palavras: Não precisa mais esperar pelo o Reino de Deus distante, no futuro que nunca acontece senão hoje. Na verdade, o futuro acontece sempre agora, nunca depois, conforme prometia as religiões moralistas. Pois, o Reino de Deus (linguagem bíblica) sempre foi agora. É onipresente, está dentro e fora de nós ao mesmo tempo.

Afinal, você já viveu algum futuro que não fosse hoje?


Oração de Jesus (humano):

Agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. (João 17,5)


Outras mensagens de Jesus (humano):

Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma [...] (João 5,30)

Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória, mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça. (João 7,18)

[...] As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. (João 14,10)

Jesus estava afirmando que era humano como cada um de nós.


Autoinquirição

Segundo Ramana Maharshi, a diferença entre a meditação e a autoinquirição é que a meditação requer um objeto sobre o qual focamos a atenção, e a autoinquirição é necessária apenas o sujeito e nenhum objeto.

Segundo suas palavras, a autoinquirição leva direto à Auto-Realização, porque remove os aparentes obstáculos que nos fazem acreditar que o Eu Real ainda não foi alcançado. Nós já somos o Eu Real, o Ser (Consciência). A iluminação está sempre presente em todos agora. Apenas a nossa ilusão de individualidade, ou de um ego ("realidade" separada de Deus), é que obscurece a nossa consciência espiritual. Logo, todo o esforço é direcionado não para alcançar a Realização - pois isto já é uma realidade agora - mas para afastar todos os obstáculos imaginários à percepção do nosso Ser. O que chamamos de crença humana nos pares de opostos, ou em dois supostos poderes (bem e mal). Entre muitas outras crenças que nos "condenam" em vão até hoje, inclusive e principalmente crenças religiosas.


Joel S. Goldsmith chama isso de: "Compreender a natureza do erro". Ou seja:

Na solução de problemas, é necessário obter tanto entendimento quanto possível da natureza artificial do erro, de modo que ele possa ser enfrentado e dissolvido instantaneamente.

A consciência de Cristo pode ser alcançada, mas somente de uma maneira, isto é, através de nosso reconhecimento da natureza do erro [...]" (Joel S. Goldsmith - "A União Consciente com Deus").

De acordo com Ramana Maharshi também, os obstáculos não são reais ou substanciais, mas imaginários, produtos da mente (conceitos, pensamentos, crenças). Dissolvendo-se o ego através da compreensão da verdade interior, toda ilusão desaparece, tais como sofrimentos emocionais, carências, medos, ansiedades, etc.


Reflexão

O mesmo espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, logo somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo [...] (Romanos 8,16-17)

*

Por que deveria a mulher que despeja louvores em seu marido, por dar-lhe um lindo par de brincos para as orelhas, pensar no Senhor, que proveu-lhe orelhas para colocá-los? Da mesma maneira, como podem os animalísticos seres humanos que olham apenas para o corpo como sendo tudo e o final de tudo da vida, ver Deus? Aquele cujo poder dá ao Sol a sua existência como Sol, à Lua sua existência como Lua, aos Deuses sua existência como Deuses, é Deus o todo poderoso. É Ele que é o suporte de tudo, que está presente no coração de todos os seres, e se tornou invisível ao homem.

Siddharameshwar Maharaj

Considerações – Sobre John Sherman


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Maior é o que está em vós do que o que está no mundo (I João 4:4)